domingo, 17 de março de 2019

Almirante diz que mudança na aposentadoria de militar exigirá ajustes



Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O secretário-geral do Ministério da Defesa, almirante Almir Garnier, disse hoje (16) que as mudanças nas regras de aposentadoria dos militares exigirão ajustes em relação a toda a carreira. “Nosso projeto é bem complexo porque não é apenas uma mudança constitucional. Ele muda várias leis. Se mexe no estatuto, tem que mexer na Lei de Remunerações e, portanto, na Lei de Pensões. Por isso, é mais trabalhoso e difícil afinar todo o projeto”, disse ele. O Estatuto dos Militares regula a situação, as obrigações, os deveres, direitos e as prerrogativas dos integrantes das Forças Armadas.

Almir Garnier participou, neste sábado, de reunião com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, e outros representantes dos ministérios da Economia e da Defesa para analisar a proposta de mudança na aposentadoria dos militares. Elaborado pelo Ministério da Defesa, o projeto deve ser encaminhado ao Congresso Nacional no próximo dia 20, depois que a equipe econômica do governo e os representantes dos militares chegarem a um consenso.

Segundo o secretário, a reunião serviu para que os técnicos “afinassem” alguns pontos da proposta inicial, do Ministério da Defesa. “Há sempre alguns detalhes que precisam ser ajustados. É um processo normal para que, quando o presidente enviar o projeto ao Congresso, o texto esteja o mais alinhado possível, não deixando margens para dúvidas”, comentou Garnier ao fim do encontro.

Ao destacar a necessidade de “afinar todo o projeto”, o almirante afirmou que enquanto houver prazo, os técnicos dos ministérios da Defesa e da Economia continuarão debruçados sobre a proposta. “Estamos trabalhando com o prazo do dia 20 que, para nós, é imexível. Enquanto houver prazo, vão surgir questões para melhorar o texto e vamos afinar [a proposta].”

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, lembrou que entre as preocupações dos representantes dos militares está a futura reestruturação da carreira. “Eles alertam – e eu acho legítimo que o façam – que, daqui para a frente, é preciso pensar a reestruturação das carreiras militares”, disse Almeida, citando fatos que, segundo ele, evidenciam a diferença de tratamento entre as carreiras públicas civis e militares. “Algumas carreiras civis tiveram aumentos brutais e [receberam] algumas coisas que o Tribunal de Contas da União [TCU] tem contestado. Uma série de coisas que os militares não tiveram”, acrescentou.

Para Almeida, outro aspecto a ser encarado é a “grande disparidade” entre as Forças Armadas e as corporações militares de alguns estados. “Em alguns estados, há coronéis da PM ganhando muito mais que um coronel quatro estrelas das Forças Armadas. Em alguns estados com problemas financeiros, o soldo de um policial militar em final de carreira é igual ao de um desembargador.”

Sobre a reestruturação da carreira militar, o almirante Almir Garnier disse que ela pode ajudar as Forças Armadas no processo de tornar-se mais meritocrática e eficiente com os gastos públicos. “Se aumentamos o tempo de serviço [dos atuais 30 anos] para 35 anos, temos que ajustar a carreira militar, pois as atuais idades limites já não servem mais. As pessoas passam a poder permanecer em determinados postos e graduações por mais tempo. Tudo está interligado e reflete também sobre economia e despesas”, acrescentou.

Agência Brasil

Programa do Leite e Detran na mira da Controladoria-Geral do Estado

A Controladoria-Geral do Estado deu inicio a quatro novas ações de trabalho, que visam à aferição e avaliação de serviços prestados a sociedade por alguns de seus programas de governo. Três dessas ações são referentes aos seguintes programas: Restaurante Popular, Programa do Leite e Transporte Cidadão, sendo a quarta ação referente ao Departamento de Trânsito [DETRAN-RN].

Os resultados esperados a partir dessas inspeções são a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e a eliminação de gastos considerados ineficientes e desnecessários. Exemplifica o Controlador Geral, Pedro Lopes, que na inspeção preliminar do programa Restaurante Popular foi observado nas 10 amostras valores pagos por refeições não utilizadas pelos usuários, “o que nos levará obrigatoriamente a rever todos os contratos”.

Ademais, foi iniciada no mês de março, também com a instituição de revisão de controles e redução de despesas, uma ação de trabalho referente à CEASA. Essas ações não têm como objetivo reduzir ou eliminar os programas citados, e sim analisar a eficácia dos mesmos do ponto de vista dos serviços ofertados à sociedade, demonstrado através do resultado das avaliações.

O resultado dessas ações estará disponível para consulta no site da CONTROL em até 90 dias e contribuirá para o equilíbrio fiscal do Estado e, por fim, a extensão da ação pública para outros programas.

GRANDE PONTO

sábado, 16 de março de 2019

Facebook terá inteligência artificial para combater 'pornô de vingança'

Tecnologia irá permitir identificar esse tipo de conteúdo antes mesmo que ele seja denunciado.

Por Reuters



Facebook anuncia tecnologia que irá permitir identificar "pornô de vingança" antes mesmo que o conteúdo seja denunciado. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O Facebook informou nesta sexta-feira que pretende utilizar inteligência artificial para combater a disseminação na rede social de fotos íntimas compartilhadas sem a permissão das pessoas com o intuito de ofender ou humilhar — o que às vezes chamada de 'pornografia de vingança'.

A nova tecnologia é adicional a um programa piloto que exigiu representantes treinados para rever imagens ofensivas.

"Usando o aprendizado de máquina e a inteligência artificial, agora podemos detectar proativamente imagens ou vídeos íntimos que são compartilhados sem permissão", disse o Facebook em um post no blog da empresa. "Isso significa que podemos encontrar este conteúdo antes que alguém o denuncie."

Um membro da equipe de operações da comunidade do Facebook deverá rever o conteúdo encontrado pela nova tecnologia, e se for considerada uma imagem ofensiva, irá removê-la ou desativar a conta responsável por espalhá-la, acrescentou a empresa.

A empresa tinha cerca de 15 mil pessoas trabalhando como revisoras de conteúdo, entre terceirizados e funcionários, em dezembro do ano passado.

O Facebook também lançará uma central de suporte chamada "Não Sem Meu Consentimento" (em tradução livre) em sua página do centro de segurança para pessoas cujas imagens íntimas foram compartilhadas sem o seu consentimento.

Nova versão de aplicativo para consumidor permite consulta sobre CPF



Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A partir desta sexta-feira (15), os consumidores brasileiros já podem consultar a situação do CPF por meio do aplicativo de smartphone SPC Consumidor. A consulta gratuita informa se o cadastro está na base de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). A nova versão do aplicativo vai informar, além do atraso, informações detalhadas sobre o débito. O download está disponível para todos os sistemas operacionais.

O valor da pendência, a data de vencimento da conta e as informações de contato da empresa credora são as novidades desta nova versão do aplicativo. O SPC destaca que, com esses dados, o consumidor poderá fazer o pagamento ou propor renegociação direta com a empresa. Não há limites para a consulta ao próprio número de CPF.

Segundo o SPC, a segurança das informações é garantida com o preenchimento de um cadastro prévio no aplicativo a partir do qual o consumidor receberá um código de ativação pelo celular.

Por meio de nota, o superintendente de inovação do SPC Brasil, Magno Lima, disse que a medida tem potencial para alcançar milhões de brasileiros, tendo em vista que há mais de 240 milhões de aparelhos de smartphone no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Novas funcionalidades devem ser incorporadas ao SPC Consumidor ao longo deste ano, como o serviço de negociação de dívidas via aplicativo.

Agência Brasil

sexta-feira, 15 de março de 2019

Um dos fundadores do WhatsApp lançou um desafio: Apaguem o vosso Facebook


A relação dos utilizadores do Facebook com a rede social tem vindo a deteriorar-se desde que os recentes problemas de privacidade surgiram. O Facebook tem tentado alterar esta ordem de eventos, nem sempre com sucesso.

Seguindo esta linha de pessimismo contra o Facebook, um dos fundadores do WhatsApp veio a público lançar um desafio. Pediu a quem estava consigo numa palestra para que eliminem as contas de Facebook.


Foi durante uma conferência na Universidade de Stanford que Brian Acton, um dos fundadores do WhatsApp, veio a público apresentar as suas ideias sobre a maior rede social da Internet e alertou para os perigos do Facebook.

Segundo este antigo responsável do Facebook, que sempre foi um dos maiores críticos dentro da rede social, os utilizadores dão demasiado poder a estas redes ao usarem os seus sites e comprarem os seus produtos.

Foi em jeito de provocação que Brian Acton terminou a sua conversa em Stanford deixando um desafio à sua plateia. A ideia era que estes eliminassem as suas contas do Facebook, libertando-se do poder que veio mostrar.


Esta não é a primeira vez que o ex-homem forte do WhatsApp, que já trabalhou na Yahoo e estudou em Stanford, sugere que as pessoas devem deixar a rede de Mark Zuckerberg. Em março de 2018, ele lançou um Tweet onde apelava ao fim do Facebook: “está na hora. #deleteofacebook”.

Acton vendeu o WhatsApp ao Facebook em 2014 por 19 mil milhões de dólares. Em 2017, deixou a empresa por discordar da decisão de vender anúncios dentro da plataforma através do canal de mensagens, direto entre empresas e os seus clientes.

Curiosamente, estas declarações e este desafio de Brian Acton surgiram durante o período em que o Facebook, o WhatsApp e o Instagram apresentaram problemas. Vêm também depois do próprio Mark Zuckerberg se comprometerem aumentar a privacidade no Facebook e em misturar de forma segura os seus diferentes serviços de mensagens.

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Confira as Imagens A baixo:

Artigo publicado em Harvard lista 11 dicas que podem ajudar a melhorar o sexo; especialistas destacam que truques são infalíveis




Fotos: shutterstock

O corpo sofre uma série de transformações físicas com a idade que acabam influenciando na sexualidade. Os níveis hormonais caem e há alterações no funcionamento neurológico e circulatório, cenário que pode levar a problemas sexuais, como a disfunção erétil ou a dor vaginal. Tudo isso contribui para relações sexuais menos prazerosas. Diante disso, como melhorar o sexo?

Um artigo publicado na revista de saúde da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, vem para responder a questão. Os especialistas fizeram uma lista com 11 dicas que podem ajudar a melhorar o sexo . Adotando os truques, a vida sexual pode ser muito mais prazerosa.

Como melhorar o sexo?


Veja as 11 dicas de Harvard de como melhorar o sexo:

segunda-feira, 4 de março de 2019

7 dicas para seu negócio de beleza ser lembrado pelos clientes


A marca é o que, muitas vezes, faz uma pequena empresa do ramo da beleza ser diferente dos concorrentes. Ter uma identidade visual no negócio ajuda o empreendedor a ficar na cabeça dos clientes e construir uma relação com os seus clientes.

Este processo é fundamental também para atrair novos clientes. “O que acontece é que, às vezes, o seu público-alvo acaba não te percebendo como uma marca para consumir, porque você faz uma identidade que não remete aos valores que a pessoa tem e ela não vai te ter como uma opção”, explica Marcos Bedendo, professor de Gestão de Marcas e Marketing estratégico dos cursos de Graduação e MBA da ESPM.

Este processo de construção de marca começa junto com o negócio. “Definir a área de atuação ajuda a definir a identidade dessa empresa”, diz José Luis Turiani, coordenador de Marketing e Gestão Comercial das Faculdades Rio Branco.

1. Liste os valores


A identidade visual do seu negócio de beleza ou estética deve traduzir os objetivos e valores do negócio. Pode parecer abstrato, mas ajuda a construir um diferencial. “Qualquer coisa que identifique visualmente o salão de beleza e estética, logo ou fachada, tem que estar de acordo com os valores, os interesses e o diferencial que ela vai oferecer”, afirma Bedendo.

O empreendedor pode listar as vontades que tem para a empresa e suas perspectivas para começar a pensar na marca. “A partir daí, inicia o processo de escolha dos elementos da marca”, indica o professor da ESPM.

2. Conheça o público (consumidores da beleza)


Mesmo sem um orçamento grande para fazer pesquisas, é importante ouvir opiniões antes de definir esta identidade. “Faça uma pesquisa informal com amigos para ver se gostam ou não. Não cometa o erro de ficar mudando muitas vezes sua identidade”, indica Turiani. Segundo Bedendo, o mercado hoje não tem regras fixas para definir as marcas, mas é importante saber como cores, formatos e desenhos influenciam seu público-alvo.

3. Pense nas cores do seu negócio de beleza

As cores transmitem mensagens importantes para marcas. Geralmente, cores primárias são mais populares e informais, e tons terrosos e neutros transmitem a ideia de sofisticação e formalidade.

A escolha deve ser bem pensada e a ausência de cores precisa ser testada também. “Vale lembrar que o logotipo tem que se comportar bem em preto e branco. Muitas vezes, fica bem em cores, mas quando coloca PB perde toda a composição”.

4. Não abuse dos detalhes
Seja simples e direto. Essa é a sugestão dos especialistas na hora de compor toda a identidade da marca. Existem algumas regrinhas básicas do design, como ser o mais simples possível, usar poucas cores e poucos tipos de letras para não causar confusão. Utilize elementos que remetem ao seu negócio de beleza.

Vale também evitar alguns símbolos complicados, apelativos ou que lembrem times de futebol, religiões e partidos políticos. “Alguns podem ter paixão por aquele time, mas outros, ódio”, sugere o coordenador.

5. Não pense apenas na logo

A sua identidade visual vai além de logomarca e fachada do salão ou clínica de estética. É uma questão fundamental que vai permear todas as atividades de comunicação da empresa, desde uniforme e papelaria até vitrine.

Todo este desenvolvimento serve para criar uma identidade que realmente represente o seu negócio de beleza. Não é só visual, o nome e o ambiente também são maneiras de identificar a marca. Em alguns casos, até assinaturas musicais fazem parte desse processo. Por exemplo, um salão de beleza que só toca música eletrônica, ou então as barbearias que tocam um bom rock retrô.

6. Seja profissional


Muitas vezes, o empreendedor da beleza consegue, sozinho, desenvolver um nome e uma marca para o negócio. O perigo é parecer pouco profissional. Por isso, em algum momento, pode ser necessária a ajuda de uma empresa ou profissional. Ele pode até bolar sozinho o nome, mas vai precisar de uma agência ou designer que faça a parte visual.

É importante tomar cuidado sobre o que postar nas redes sociais do seu salão de beleza e estética. Crie conteúdos atrativos que tenha a ver com o seu negócio. Se você não tem tempo de criar posts para seu Facebook/Instagram, utilize ferramentas com o Magrelo Barbudo para te ajudar nesses conteúdos. 

7. Cuide bem da marca

O trabalho com a marca é constante, alertam os professores. “A gente pensa muito em logo como símbolo, mas é importante saber cuidar do branding do salão, cuidar da marca como um todo”, diz Turiani. O dono do salão deve participar ativamente deste processo. “Ele tem que se informar, procurar uma literatura ou um curso, para pegar alguns princípios básicos de marca e não errar”, ensina Bedendo.

Outro ponto importante é fazer o registro da marca no INPI. “O custo é simples, demora anos, mas ele dá entrada e garante que não vai ter problemas”, explica Turiani.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Com preço salgado e seis câmeras, Samsung lança celular dobrável

Aparelho tem duas telas, uma na parte da frente e uma na dobra. Galaxy Fold foi anunciado por US$ 1.980.

O Unpacked, evento da Samsung que apresentou a nova geração dos Galay S10, começou nesta quarta-feira (20) com a apresentação do celular dobrável da empresa, o Galaxy Fold.

“Dez anos depois do primeiro Galaxy, nós não mudamos apenas o formato do smartphone, mas também do futuro”, disse DJ Koh, presidente da divisão de eletrônicos da Samsung. “O tamanho de tela ainda é limitado pelo tamanho do telefone. Até agora. Com o Galaxy Fold o consumidor ganha um smartphone e também um tablet”.

O Galaxy Fold segue a tendência do FlexPai, da Royole, que foi anunciado mais cedo este ano durante a feira de eletrônicos CES, em Las Vegas.

Entre as característica, chamou a atenção a função de poder usar 3 aplicativos ao mesmo tempo. A Samsung destacou que é possível, por exemplo, ver um vídeo no YouTube, conversar com alguém e comprar passagens aéreas, ao mesmo tempo.

Galaxy Fold tem duas telas e 6 câmeras. — Foto: Divulgação/Samsung


Há também a função de continuidade de aplicativo: quando o celular é aberto, a função que estava sendo utilizada na tela menor, de 4,6 polegadas, é transferida automaticamente para a tela maior, de 7,3 polegadas.

O aparelho tem 6 câmeras, uma na frente, duas no meio e três atrás. Veja as especificações:
  • Câmera frontal: 10MP com abertura f/2.2;
  • Câmeras do interior: 10MP com abertura f/2.2 e 8MB com abertura f/1.9, para efeito desfocado em selfies;
  • Câmeras traseiras: ultra-grande angular com 16MP, grande angular com 12MP e tele com 12MP, para zoom óptico de 2x.
O Galaxy Fold também vem com uma “super bateria”, de 4.300mAh. Segundo a Samsung informou durante a apresentação, o fato de o aparelho ser dobrável permite que a bateria seja dividida em duas, uma em cada metade. Ele conta também com um processador de oito núcleos, 12GB de memória RAM e 512GB de armazenamento.



Tela interna do Galaxy Fold tem 7,6". — Foto: Divulgação/Samsung

Apesar disso, dois aspectos deixaram a desejar: a tela e o preço. A tela HD+ de Amoled não é descrita como Full HD nas especificações técnicas, o que pode desagradar.

Quanto ao preço, o Galaxy Fold chega ao mercado por US$ 1.980. Bem acima dos Galaxy S10, que podem sair por US$ 750 no modelo de entrada e por uma média de US$ 1 mil dólares nos modelos superiores.

Diferentemente dos Galaxy S10, o Galaxy Fold não foi exibido aos jornalistas que estavam na exibição dos produtos, ao final do evento.

Após episódio com Gilmar Mendes, Supremo e parlamentares querem limitar atuação da Receita Federal




O vazamento de dados sobre uma investigação tributária envolvendo Gilmar Mendes gerou um movimento entre congressistas e ministros do Supremo Tribunal Federal para discutir um projeto de lei com o objetivo de limitar os poderes de atuação da Receita Federal. Se concretizada, a mudança poderá causar impacto no modo como o Fisco tem cooperado com grandes investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro, a exemplo da Operação Lava Jato.

Segundo o Estadão/Broadcast apurou, ministros do Supremo, durante almoço na semana passada, reprovaram a atuação da Receita, que elaborou relatório apontando possíveis atos de “corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por parte do ministro Gilmar Mendes e familiares”. Dos 11 ministros, sete estavam no encontro.

O projeto de lei com limites à atuação do Fisco vem sendo discutido em conversas reservadas de ministros do Supremo com parlamentares. A boa interlocução de integrantes da Corte com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é considerada um dos trunfos para fazer a ideia prosperar.

O descontentamento de setores do Judiciário ficou claro em discurso do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, em evento de posse da diretoria do Sindifisco – entidade que representa os auditores -, na quarta-feira, 20.

Em seu discurso, Toffoli disse ser necessário “delimitar” o modo como age a Receita. “Qual seria o nível de detalhamento dessas explorações bancárias e fiscais cometidas pelo Fisco no seu exercício legítimo de fiscalizar?”, questionou o presidente do Supremo. “É extremamente relevante delimitarmos para dar mais segurança para a atuação do Fisco e dos auditores da Receita.”

O presidente do Supremo afirmou ainda que já votou em alguns casos a favor da possibilidade de o Fisco ter acesso ao sigilo bancário dos contribuintes sem autorização da Justiça. No entanto, os auditores presentes entenderam a afirmação como um recado de Toffoli de que poderá mudar de postura.

No mesmo evento estava o secretário especial da Receita, Marcos Cintra. Quando questionado se o Fisco deve subsidiar grandes operações, ele afirmou que a atuação deve ser somente “se o órgão competente requisitar informações”. O texto do novo projeto de lei em discussão pretende deixar mais claros os limites de atuação da Receita. A crítica é que os auditores têm avançado no campo criminal em vez de focar em possíveis irregularidades tributárias.

De acordo com um deputado que participa das conversas, além do projeto, também é discutida a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes – a quem a Receita Federal está subordinada -, para que ele explique o vazamento de dados envolvendo Gilmar Mendes.

Modelo


O ponto central da tensão com ministros do STF e políticos é o modelo de atuação, especialmente em casos envolvendo agentes públicos, empregado pelo Fisco nos últimos anos. O modelo segue os padrões das autoridades tributárias de países desenvolvidos.

Antes reativa, pois só atuava por solicitação de outros órgãos fiscalizadores, a Receita passou a se valer do aprendizado obtido na cooperação com grandes investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Passou a atuar de maneira proativa.

No entendimento de Gilmar Mendes e dos parlamentares que defendem uma mudança na atuação do Fisco, esse tipo de trabalho inverte a lógica da Receita. Ao mirar primeiro os possíveis crimes, o Fisco estaria deixando a questão tributária em segundo plano. O atual modelo era defendido pela antiga cúpula da Receita, mas foi criticado por Cintra, escolhido por Guedes.

Auditores ouvidos pelo Estado lembraram que a Receita era criticada no passado justamente por esse modelo de atuação reativo defendido pela atual direção. Quando estourava um grande escândalo de corrupção e era revelada a evolução patrimonial suspeita de políticos, disse um auditor, a primeira pergunta era: como a Receita não viu isso?

Para evitar esse tipo de questionamento, o Fisco estabeleceu métodos de atuação proativa e os empregou na prospecção de possíveis agentes públicos com movimentações suspeitas por meio da EEP Fraude, grupo responsável por mapear irregularidades tributárias de autoridades, servidores e políticos.

Moro


A nomeação de Cintra gerou descontentamento na instituição desde o início pelo fato de ele não ser um auditor fiscal. A situação piorou após o vazamento do caso Gilmar Mendes e das declarações dadas por ele no evento de posse da nova diretoria do Sindifisco Além de criticar o auditor responsável pelo relatório, Cintra reforçou a tese do ministro de que teria havido uma investigação criminal e não apenas tributária.

Além de Cintra, os auditores reclamam do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que não teria saído em defesa da Receita. No entendimento dos auditores, o modelo de atuação empregado no trabalho que resultou no relatório sobre Gilmar Mendes é uma consequência da experiência adquirida pelo Fisco nos últimos cinco anos de cooperação com a Lava Jato. Por isso, o incômodo dos auditores com o silêncio de Moro.

Procurada, a Receita não quis se manifestar sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo