domingo, 25 de fevereiro de 2018

Foto em rua alagada viraliza, e estudante não desiste de ir à escola




A pequena Samara, de 4 anos, teve que ser persistente e fazer um caminho mais longo, ontem, para chegar à escola onde estuda. É que as ruas do Jardim Maravilha, em Guaratiba, voltaram a alagar, e a menina não quis passar pelo mesmo problema da véspera: atravessar um longo trecho inundado. A imagem dela publicada ontem no GLOBO, caminhando ao lado da vizinha Luana Conceição, de 18 anos, com a água suja batendo acima dos joelhos, viralizou e provocou comoção nas redes.

— Tive que ir por outro caminho, porque não dava nem para passar pela Rua Letícia. Demorei mais um pouco, mas pelo menos ela chegou sem se molhar muito — disse Luana.



O Globo


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Testes e 'correntes' no Facebook podem coletar dados e criar riscos


Qual a melhor foto do seu Facebook? Como seria você no sexo oposto? Como você estará daqui 20 anos? A quais shows você já foi na vida?

Esse tipo de teste, também chamado de "quiz" no Facebook, convida muitas pessoas para oferecer informações por um pouco de descontração ou para brincar com amigos na linha do tempo na rede social. Essas brincadeiras, porém, escondem alguns riscos.

O principal deles é que, para participar, a maioria dos serviços exige que você conceda acesso parcial da sua conta do Facebook para a empresa que realiza o teste. Esse acesso não é feito pela sua senha e sim por meio de uma integração do próprio serviço junto ao Facebook. Tudo ocorre com apenas um clique.

Mesmo depois que o quiz está finalizado, a empresa ainda mantém esse acesso parcial ao seu perfil. Você precisa acessar a página de aplicativos do Facebook (aqui) para verificar quem ainda pode estar com acesso à sua conta.

Dependendo das suas configurações no Facebook, quem desenvolveu o quiz terá acesso às informações básicas da sua conta, mas também podem ser cedidas informações como o número do telefone, e-mail e páginas "curtidas". No agregado, esse tipo de informação tem muita utilidade no que especialistas chamam de "psicometria" -- estudos de psicologia que se baseiam em dados de muitas pessoas para traçar tendências.

Isso ajuda empresas de marketing a estabelecer relações entre traços de personalidade e fãs de uma determinada marca, artista -- ou seguidores de uma comunidade do Facebook. A partir disso, são criadas campanhas de publicidade direcionadas para vender produtos, ideias ou candidatos políticos. E não só para quem participou desses testes.

A imprensa norte-americana alertou em 2017 que uma empresa britânica, a Cambridge Analytica, usou dados coletados com esse tipo de quiz para auxiliar a campanha eleitoral de Donald Trump e também a campanha do "Brexit", que decidiu pela saída do país da União Europeia.

Empresas 'se escondem'

Embora os testes pareçam estar em português, não se engane: as empresas que criam essas "brincadeiras" apenas traduzem o mesmo teste para diversos idiomas e em geral não estão localizadas no Brasil. Aliás, a maioria dos testes é bastante discreto em relação à empresa responsável pelo produto. O foco é completar as perguntas e compartilhar com os amigos. Em muitos casos, qualquer pessoa pode criar um quiz "novo" a partir de um modelo pré-existente, então fica difícil até de afirmar de quem partiu a ideia desses testes.

O blog Segurança Digital verificou que duas empresas responsáveis pela criação desses testes utilizam serviços que escondem o nome do responsável pelo registro do site. Com isso, o site não fornece publicamente as informações normalmente exigidas para o registro de um domínio, como um endereço de e-mail, endereço físico e número de telefone.

Essa é prática é mais ou menos o equivalente digital a ter uma conta bancária em um paraíso fiscal em nome de outra pessoa. Embora existam usos legítimos para esse tipo de serviço privativo, seu uso é mais voltado para pessoas físicas que não querem se expor ao criar um site na internet.

'Pesquisas' na web



Na web, "pesquisas" são uma fonte de renda para sites duvidosos e golpistas. Um pouco diferentes dos testes de Facebook, essas pesquisas também pedem que um internauta responda algumas perguntas. Quando isso é parte de um golpe, o site normalmente avisa que é preciso finalizar a pesquisa antes de fazer um download ou ter acesso a algum conteúdo.

Essas pesquisas são pagas. Quando o internauta cai no "golpe" e preenche os dados solicitados pela pesquisa, o golpista é imediatamente remunerado por ter "indicado" o internauta para a pesquisa.

É por isso que golpistas criam páginas falsas ou com promessas impossíveis, deixando para informar que o conteúdo é falso apenas depois da vítima já ter preenchido a pesquisa. Ou seja, o conteúdo fica "refém" do preenchimento da pesquisa, o que leva a vítima a fornecer os dados.

Mais recentemente, muitos desses golpes se transformaram em golpes de serviço premium, onde você é obrigado a fornecer o número de celular. Os golpistas usam essa informação para cadastrar o aparelho em serviços que são cobrados na conta de telefone ou deduzidos dos créditos pré-pagos.

Alguns sites fingem que a pergunta do número de telefone faz parte de um teste. Em um caso observado pelo blog Segurança Digital, um site fez perguntas sobre os monstrinhos da franquia Pokémon. Depois de responder quem foi o primeiro Pokémon de Ash e quantos tipos de Pokémon existem, o site prosseguiu com: "qual seu número de celular e operadora?"

Conmebol anuncia Libertadores com final em jogo único a partir de 2019



A Conmebol anunciou nesta sexta-feira o que já vinha sendo debatido há algum tempo: a Libertadores terá final em jogo único a partir de 2019. A partida será disputada em um sábado, em local que ainda será definido pela entidade. A edição atual será a última com a decisão em jogos de ida e volta.

– Mais que uma partida, este será um grande evento esportivo, cultural e turístico que trará grandes benefícios para o futebol sul-americano, seus clubes e afiliados – disse Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.

A definição foi aprovada de forma unânime pelo Conselho da entidade, que ressalta os ganhos financeiros para os finalistas. Os clubes devem receber, além dos prêmios tradicionais já programados – e que no caso da edição de 2019 ainda serão definidos -, US$ 2 milhões adicionais, além de 25% do faturamento com a venda de ingressos.

Agora, a Conmebol e um consórcio de consultoria vão elaborar critérios e mecanismos para o processo de seleção da cidade-sede.

O Globo


Período de chuvas aumenta riscos de leptospirose; veja dados no RN


Com as últimas chuvas ocorridas no Estado, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) faz um alerta à população para redobrar os cuidados com o risco de contágio por leptospirose. Doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira, presente na urina de ratos e outros animais, é transmitida ao homem principalmente nas águas contaminadas provenientes de alagamentos, córregos e esgotos.

Os dados mostram uma queda no número de registros da doença no Rio Grande do Norte em 2016 e 2017, quando foram confirmados apenas dois casos por cada ano, se comparados a 2015, quando foram registrados 22 casos de leptospirose.

Com sintomas semelhantes aos da gripe, febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas, podem também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. Nas formas graves, geralmente aparece icterícia (pele e olhos amarelados), sangramento e alterações urinárias.

Os pacientes com diagnóstico de leptospirose devem ser encaminhados pelas unidades básicas de saúde para o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, que é a referência no RN para o tratamento da doença.

O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório e os graves precisam de internamento.

Para o controle da leptospirose, a bióloga do setor de Endemias da Sesap, Ximenya Lopes, explica que é possível prevenir a doença com alguns cuidados básicos, a começar na própria residência. Também são importantes medidas ligadas ao meio ambiente, como saneamento básico e melhorias nas habitações.

“É importante que as pessoas evitem o contato com água ou outros ambientes possíveis de estarem contaminados pela urina dos ratos. Cuidados também devem ser tomados com o armazenamento e o acondicionamento apropriados de alimentos, além do destino do lixo”, explica.

A bióloga também alerta para a desinfecção e completa vedação de caixas d´água como medidas preventivas a serem tomadas periodicamente. Além disso, o hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) mata as leptospiras e deverá ser utilizado para desinfetar reservatórios de água (um litro de água sanitária para cada 1000 litros de água do reservatório), locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água). Durante a limpeza e desinfecção de locais onde houve inundação recente, deve-se também proteger pés e mãos do contato com a água ou lama contaminada.

Dados no RN

No período de 2007 a 2017 foram registrados 546 casos suspeitos de leptospirose no Rio Grande do Norte, dos quais 185 (34%) foram confirmados, com 17 óbitos. Neste período a doença atingiu 46 municípios, com destaque para Natal (55), Frutuoso Gomes (16), São João do Sabugi (14), São Miguel (10) e Cruzeta (10). As periferias das cidades que acumulam água de chuva e lixo são as áreas mais vulneráveis ao risco de contaminação.

Blog do BG

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Número de fundos de investimento em criptomoedas aumenta com volatilidade do bitcoin


Firmas de investimento gerem volume de recursos de até US$ 5 bilhões.




Representação da moeda virtual bitcoin (Foto: Jack Guez/AFP)

O número de fundos de hedge focados em criptomoedas cresceu sete vezes no último ano, apesar das fortes quedas no valor das moedas virtuais nas últimas semanas, mostraram dados da empresa de pesquisa Autonomous NEXT nesta quinta-feira (15).

A empresa constatou que o número dessas firmas de investimento cresceu 610% no começo de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado.

Até 15 de fevereiro, a companhia registrou 226 fundos de hedge globais focados em moedas digitais, ante 110 até 18 de outubro. Em 29 de agosto, eram 55 fundos . No início de 2017, eram apenas 37.

Os ativos sob gestão atingiram entre US$ 3,5 bilhões e US$ 5 bilhões, de acordo com a empresa.


No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado brasileiro de capitais, resolveu oficializar no começo do ano a proibição da compra direta de moedas virtuais como o bitcoin por fundos de investimento regulados e registrados no país.

Rentabilidade de 1.477,85%

O aumento do número de fundos vem em um momento volátil para as criptomoedas. Depois de atingir um recorde perto de US$ 20 mil em dezembro, o bitcoin perdeu 70% do seu valor para menos de US$ 6 mil em janeiro, registrando o seu pior desempenho mensal em três anos.

O bitcoin já recuperou algumas dessas quedas, mas segue abaixo de US$ 10 mil.


As criptomoedas rivais também tiveram quedas acentuadas. O chamado "limite de mercado" de todas as moedas virtuais - o preço multiplicado pelo número de moedas emitidas - atualmente é de cerca de US$ 465 bilhões, de acordo com o site Coinmarketcap, abaixo dos mais de US$ 830 bilhões no início de janeiro.

Contra esse pano de fundo, os fundos de hedge de criptomoedas perderam uma média de 4,6% em janeiro, de acordo com dados da observadora da indústria Eurekahedge. Em 2017, os fundos obtiveram uma média de 1.477,85%, segundo a Eurekahedge.


G1

Tratamento experimental: Mulher trans consegue amamentar graças a terapia de lactação



Tratamento experimental, com supervisão médica, incluiu doses de vários hormônios -e permitiu que a paciente produzisse 227 gramas de leite por dia

Endocrinologistas americanos publicaram, pela primeira vez na história, o registro médico de uma mulher transgênero que, graças à lactação induzida, conseguiu amamentar seu filho recém-nascido.

O estudo de caso conta que a mulher, que tem 30 anos e permaneceu anônima, foi submetida a um tratamento hormonal experimental de três meses e meio. Os resultados permitiram que seu bebê fosse exclusivamente alimentado com leite materno por 6 semanas e crescesse saudável durante todo o período.

O nenê estava sendo gestado pela companheira da paciente, que não tinha interesse em amamentar. Assim, quando a gravidez atingiu cinco meses e meio, ela buscou o centro especializado em medicina trans do Hospital Monte Sinai, em Nova York, para descobrir se poderia assumir a função de amamentar o bebê.

Seis anos antes disso, a paciente já recebia um tratamento hormonal razoavelmente comum para mulheres trans, que inclui estrogênio e progesterona, os hormônios femininos, assim como a espironolactona, uma substância antiandrógena – ou seja, que reduz os níveis de testosterona no organismo. Graças a esse tratamento, os seios da paciente se desenvolveram sem intervenção cirúrgica.

Já durante o tratamento para lactação, as doses dos hormônios que ela já tomava foram aumentadas, e outros remédios foram adicionados pelos médicos.

Um deles, a domperidona, que é usado tradicionalmente para náuseas, é controverso: em fóruns online, mulheres trans compartilham dicas – e dali teria vindo a ideia de usar a domperidona como indutora da lactação. A diferença, é sempre bom deixar claro, é que o teste foi feito com acompanhamento médico constante, dentro de um hospital preparado.

Além da parte química, os médicos tentaram também um gatilho físico do leite: estimular as mamas com uma bomba tradicionalmente usada para extrair leite materno durante a amamentação. A bomba era usada por 5 minutos, três vezes ao dia.

Com um mês de tratamento, a paciente começou a expelir algumas gotinhas de leite. Ao fim da terapia, sua produção chegou ao ápice de 227 gramas de leite por dia. Com essa quantidade de leite, ela conseguiu manter o regime de amamentação exclusiva por seis semanas. O pedriatra que acompanhou o bebê nesse período concluiu que ele se desenvolveu de forma normal e saudável.

Mesmo assim, 227 gramas fica abaixo do que um bebê de poucas semanas consome diariamente. Da sexta semana em diante, a mãe optou por complementar a amamentação com o famoso leite em pó para recém-nascidos.

O artigo, vale lembrar, é um estudo de caso, que registra casos importantes para a literatura médica. Faltam outros tipos de pesquisa que avaliem, no longo prazo, se a amamentação trará algum outro tipo de impacto. É preciso, também, que a análise química e nutricional do leite da paciente seja publicada. Só aí é que será possível cravar se o tratamento é eficiente e seguro para ser replicado em outros casos.

Super Interessante

Prática arriscada de masturbação mata 100 pessoas por ano, aponta pesquisa




O ato de se masturbar ainda é rodeados por tabus, mas no geral é considerado uma boa prática por especialistas e sexólogos por ser uma forma de conhecer o corpo, descobrir zonas erógenas e novas formas de prazer. Entretanto, a busca por orgasmos mais intensos com uma prática específica de masturbação tem sido a causa de diversas mortes de homens e mulheres.

Segundo dados publicados na semana passada no jornal alemão “Local”, cerca de 100 pessoas morrem por ano na Alemanha depois de um ato de masturbação conhecido como asfixia autoerótica. Na prática, segundo o médico legista Harald Voss, a pessoa para de respirar por alguns instantes com o objetivo de intensificar o prazer . Entretanto, a falta de oxigenação no cérebro pode levar à morte.

Ainda de acordo com Voss, ambos os gêneros estão entre as vítimas, mas o número de mortes de homens é maior. Ele diz que as mulheres costumam ser mais cautelosas e não incorporam tantas práticas extremas ao sexo.

O legista afirma ainda que o risco dessas práticas sexuais é subestimado. “Perder a consciência pode acontecer de forma muito mais rápida do que as pessoas pensam”, alerta Voss.

Ele acredita que o número de mortes relacionadas a esse tipo de asfixia seja ainda maior, pois os familiares da vítima geralmente sentem vergonha do que aconteceu e até escondem provas da prática. O jornal alemão cita o caso de uma mãe que encontrou o filho com o corpo e os mamilos envoltos em luzes de Natal e retirou esses itens do local antes da chegada dos médicos.

Detalhes da asfixia autoerótica

Segundo a publicação, essa prática pode acontecer de diversas maneiras, uma delas é cobrindo a cabeça com um saco plástico durante a masturbação. Há quem use até alimentos para tampar o rosto e dificultar e até impedir a respiração.

Alguns indícios de que a morte foi causada por asfixia autoerótica são: vítima encontrada com os órgãos genitais expostos, pornografia ao redor da vítima e itens que impeçam a respiração, como sacos plásticos, correntes e outros materiais.

Orgasmos seguros

O sexo pode ficar ainda melhor e há, sim, formas seguras de intensificar o orgasmo . É possível, por exemplo, começar a praticar pompoarismo , uma ginástica íntima que fortalece toda a região pélvica. Conhecer o corpo, se tocar na masturbação e conversar com o parceiro também podem ajudar – e muito – a chegar ao ápice do prazer. E nada disso coloca a vida em risco.

IG

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Donos de lancha e avião aparecem como bolsistas de escolas beneficente e universidades que recebem isenções


Universidades e instituições de ensino básico sem fins lucrativos, que recebem isenções tributárias do governo mediante contrapartida social, concedem bolsas de estudo a quem aparece em registros oficiais como dono de lancha, carro de luxo e avião.

A legislação vigente determina que alunos com renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo mensal estão aptos a receberem desconto integral na mensalidade. O abatimento é parcial para aqueles com renda familiar per capita de até três salários mensais.

Auditoria sigilosa do TCU (Tribunal de Contas da União), obtida pela Folha, flagrou irregularidades em pelo menos 37 (40%) das 91 escolas selecionadas.

No grupo, 462 bolsistas figuram como sócios de empresas que pagaram R$ 154 milhões em salários em 2016 média de R$ 25,6 mil por mês.

Ao menos 49 bolsistas aparecem como proprietários de embarcações, das quais 12 são lanchas. Outros 65 têm carros de luxo. Três constam nos registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) como donos de aeronaves.

Foram encontrados ainda indícios de fraude nos cadastros de bolsistas supostamente carentes do ensino básico, feitos pelos responsáveis (pai ou mãe, por exemplo).

Nesse grupo, de responsáveis, 1.151 são sócios de empresas com folha de pagamento conjunta de R$ 226,3 milhões salário médio mensal de R$ 17,4 mil. Há 150 donos de barcos, 78 de carros de alto valor comercial. Dois são donos de aviões.

As escolas deveriam ter concedido bolsas para estudantes carentes em troca de isenções tributárias, principalmente a contribuição previdenciária. Segundo a Receita Federal, somente em 2017, a União abriu mão de R$ 12,4 bilhões com entidades beneficentes. Deste total, R$ 4,5 bilhões foram para instituições educacionais.

Para isso, a lei determina que a escola se submeta a um processo no Ministério da Educação. Depois de verificar os pré-requisitos exigidos pela legislação, a pasta concede um Cebas (Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social).

Esse registro tem validade de um ano e, para ser renovado, o ministério deve fazer checagem de resultados e dos novos bolsistas. O TCU constatou falhas nesse processo e verificou que a checagem dos bolsistas não ocorre.

FANTASMAS


A Folha obteve a relação das instituições auditadas pelo tribunal. Os nomes dos bolsistas foram mantidos em sigilo pelo órgão.

Uma das hipóteses dos auditores é a de que as escolas ofereçam bolsas para estudantes fantasmas.

O sistema de cadastramento dos bolsistas favorece as fraudes, já que o MEC não fiscaliza a situação socioeconômica dos alunos, segundo o TCU. Para conceder as bolsas, as instituições se baseiam em informações apresentadas pelo interessado.

O maior número de casos suspeitos (283) foi verificado em faculdades e escolas ligadas à Soebras (Associação Educativa do Brasil), que tem mais presença em MG e no DF. A entidade é controlada pelo ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz (PSB-MG).

Ele foi preso pela Polícia Federal em abril de 2016, um dia após a mulher, a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG), citá-lo como exemplo de que o Brasil tem jeito ao votar pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, bradando sim, sim, sim.

À época, Ruy foi acusado de barrar repasse de verba a hospitais de Montes Claros, favorecendo unidade de saúde do grupo que controla.

Ele foi solto posteriormente e nega as acusações. De lá para cá, o Ministério Público Federal ajuizou diversas ações apontando fraudes na exploração, pelo casal Muniz, de entidades filantrópicas, incluindo as educacionais.

Nas instituições ligadas à Soebras, segundo TCU, há bolsista dono de aeronave, 19 proprietários de embarcações, 25 de carros de luxo e 110 com salários acima de

R$ 8.800. Outros 128 são sócios de empresas com faturamento considerado alto.

Ruy Muniz negou haver ricos entre alunos carentes das instituições: É conversa fiada do TCU.

PELO PAÍS


Segunda com mais bolsistas suspeitos, a Fundação Presidente Antônio Carlos, mantenedora da mineira Unipac (Universidade Presidente Antônio Carlos), também é controlada por um político, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).

Há 257 casos, entre os quais os de dez donos de barcos, 25 de veículos de alto valor, fora 166 empresários e 56 trabalhadores com salários acima de R$ 8.800.

Os exemplos estão disseminados pelo país, como no Instituto Filadélfia de Londrina, que matriculou outro suposto dono de avião; e na Aelbra (Associação Educacional Luterana do Brasil), que tem 12 donos de barcos frequentando as salas de aula com bolsas.

Autuada várias vezes pela Receita por desvio de função, a Aelbra é cobrada pela União em R$ 5,4 bilhões, boa parte por contribuições à seguridade social. É a décima maior devedora da Dívida Ativa da União, à frente de gigantes como Gerdau.

OUTRO LADO


O Ministério da Educação afirmou que, em cinco anos, negou o certificado de beneficência para metade das 2.256 entidades que solicitaram o Cebas. Isso sinaliza uma gestão rigorosa, disse.

O órgão não respondeu aos questionamentos sobre as falhas apontadas pelo TCU.

Informou que se manifestou diretamente ao tribunal. Explicou que auditorias são normais e, ao final, recomendações são acolhidas como oportunidade de aprimoramento da gestão.

Ainda segundo o ministério, uma de suas secretarias já tinha apontado medidas necessárias para aprimoramento do Cebas.

De acordo com o MEC, desde 2013 a Receita Federal representou contra 33 entidades (solicitando cancelamento do Cebas), dos quais só 23 foram cancelados. A pasta informou que existem 951 instituições com Cebas ativos.

O ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz (PSB-MG) disse que entidades ligadas à Associação Educativa do Brasil deixaram de ser beneficentes ao fim de 2016 e negou que houvesse bolsistas ricos.

Segundo ele, a partir de 2010 as unidades de ensino superior da rede passaram a conceder bolsas por meio do Prouni (programa federal), e a seleção dos bolsistas passou a ser feita pelo próprio governo. Recebemos a lista pronta e só analisamos a documentação. Ele afirmou que nas unidades de ensino básico é feito vestibulinho [para interessados em descontos].

Segundo ele, há responsáveis por avaliar situação socioeconômica de candidatos. Aqui não há dono de avião.

A Fundação Presidente Antônio Carlos informou que não tem conhecimento das eventuais irregularidades apresentadas [pelo TCU].

A entidade alegou que só saberia de dados particulares dos bolsistas se fosse detentora de prerrogativas quase que policiais para a quebra de informações pessoais protegidas. A fundação disse que há procedimento criterioso para as bolsas.

A Sociedade Mineira de Cultura disse que cumpre todas determinações legais para concessão de bolsas e não recebeu questionamentos do TCU. A Associação Educacional Luterana do Brasil afirmou que segue regras do Prouni para as bolsas.

Em relação à dívida com a União, a associação informou que fez acordo e segue cumprindo com os pagamentos.

O Instituto Filadélfia não respondeu a e-mail enviado pela reportagem da Folha.

POR FOLHAPRESS

Neymar comemora 26 anos com festão em Paris

Neymar completa 26 anos de idade hoje, segunda-feira (5), mas a festa de aniversário do craque do PSG aconteceu neste domingo (4), em Paris.

O jogador decidiu fazer uma festa de gala em um local reservado na capital francesa. Ele recebeu os convidados ao lado da namorada, a atriz Bruna Marquezine, e do filho, Davi Lucca, de seis anos.

A lista de convidados do astro da seleção brasileira contou com muitas celebridades, como Ronaldo Fenômeno, Luciano Huck, Angélica, Sasha Meneghel, Hugo Gloss, Giovanna Ewbank, entre outros.

Além do “parça” Daniel Alves, também estiveram presentes Marquinhos, Thiago Silva, Lo Censo, DiMaría, Pastore e Mbappé, do PSG.

Gabriel Jesus, do Manchester City, viajou da Inglaterra mesmo em recuperação de uma lesão no joelho para a festa do amigo.

Entre os boleiros, chamou a atenção a presença do uruguaio Cavani, colega no PSG com quem Neymar teve atritos no início da temporada 2017-2018, quando se mudou para o time parisiense vindo do Barcelona.







Acesse a Postagem Original: http://blogdobg.com.br/#ixzz56E1XLKUa

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

TCU investiga esquema bilionário no DPVAT


Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar esquema de fraudes de mais de R$5 bilhões no seguro obrigatório DPVAT, administrado pela Seguradora Líder, ao longo de dez anos. Tem todos os ingredientes de um caso de polícia: haveria aumento da despesa da Líder para justificar a fixação de valor maior do imposto no ano seguinte, além de pagamentos irregulares de sinistros e a advogados.

A Seguradora Líder recebe 2% da arrecadação com o DPVAT, seguro obrigatório de todos os veículos como condição para circular.

Após a operação Tempo de Despertar, da PF, e uma auditoria inicial no DPVAT, o valor caiu 35% e gerou economia de R$3 bilhões em 2017.

A investigação do TCU visa identificar falhas que “viabilizaram fraudes” e a atuação da Susep (Superintendência de Seguros Privados)”

Auditoria inicial identificou R$946 milhões pagos a advogados, apesar do êxito “muito baixo”, e a despesa era usada para aumentar o DPVAT.

CLÁUDIO HUMBERTO